Todos juntos pelo Brasil, exceto a turma de Bolsonaro, diz Gleisi

A ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, criticou nesta 5ª feira (3.abr.2025) a bancada do PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, por tentar obstruir a votação, na Câmara, do projeto de lei que autoriza o Brasil a adotar reciprocidade tarifária e ambiental no comércio com outros países. A proposta responde à decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Republicano), que anunciou a taxação de 10% sobre produtos importados do Brasil.

A petista afirmou que o país vive um “momento de rara unidade” para reagir às medidas norte-americanas que afetam as exportações brasileiras. “Todos juntos pelo Brasil, exceto a turma de Jair Bolsonaro, que defende Donald Trump contra os interesses do povo brasileiro”, declarou no X.

“Eles tentaram impedir que a Câmara votasse a lei de reciprocidade, que permitirá responder a medidas externas prejudiciais ao país. E ainda se atreveram a dizer que o Brasil é que deve reduzir tarifas, ignorando que nosso maior déficit comercial é justamente com os EUA, nosso segundo maior parceiro comercial”, afirmou Gleisi.

A ministra também disse que o ex-presidente atuou “deliberadamente” contra o Brasil e a favor dos Estados Unidos. “Nunca foi patriota”, afirmou.

Na 4ª feira (2.abr), antes do anúncio, Bolsonaro defendeu a aplicação de tarifas pelos EUA e disse que Trump estava apenas tentando proteger o seu país do “vírus do socialismo”.

TARIFAS RECÍPROCAS

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve sancionar o projeto de lei que autoriza o Brasil a adotar a chamada reciprocidade tarifária e ambiental no comércio com outros países até 6ª feira (4.abr.2025). O texto foi aprovado pela Câmara na 4ª feira (2.abr.2025) em votação simbólica, quando não há o registro individual dos votos.

O PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, planejava obstruir a votação para pressionar o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), a pautar o projeto de lei 2.858 de 2022, que anistia os condenados pelo 8 de Janeiro.

No entanto, de última hora, o líder da sigla na Casa, Sóstenes Cavalcante (RJ), suspendeu a orientação e orientou a bancada a votar “sim”. Ele justificou a decisão como uma “homenagem ao agronegócio brasileiro”.

Adicionar aos favoritos o Link permanente.