Juíza que criticou ministros do STF é aposentada de novo

O CNJ (Conselho Nacional de Justiça) decidiu, por unanimidade, aposentar compulsoriamente a juíza Ludmila Lins Grilo, do TJMG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais). A decisão, tomada em sessão virtual em 21 de março sob a presidência do ministro Roberto Barroso, foi divulgada nesta 5ª feira (3.abr.2025) pelo jornal Folha de S.Paulo.

É a 2ª vez que a magistrada recebe essa punição. A 1ª se deu em maio de 2023, quando ela foi aposentada compulsoriamente em maio de 2023 por criticar ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). Em publicações nas redes sociais, Ludmila se referiu a Barroso e Alexandre de Moraes como “perseguidores-gerais da República do Brasil”.

A juíza, que é apoiadora do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ficou conhecida durante a pandemia ao incentivar o descumprimento de normas sanitárias, como o uso de máscaras contra a covid. Por exemplo, uma vez gravou um vídeo em um shopping ironizando o uso de máscaras ao tomar um sorvete.

A nova punição foi publicada no Diário da Justiça Eletrônico em 25 de março. Segundo o TJ-MG, Ludmila não forneceu endereço para notificações oficiais, mantendo só o contato necessário para a comprovação de vida exigida de aposentados do serviço público. Atualmente, ela afirma estar “exilada nos Estados Unidos”.

O OUTRO LADO

Poder360 tentou entrar em contato com Ludmila Lins Grilo, mas não teve sucesso em encontrar um telefone ou e-mail válido para informar sobre o conteúdo desta reportagem. Este jornal digital seguirá tentando fazer contato com a magistrada e este texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada a este jornal digital.

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